Homem é preso suspeito de atear fogo à companheira após se irritar por ela ter pintado as unhas de vermelho, no PR

  • 01/07/2026
(Foto: Reprodução)
Homem preso por atear fogo na companheira no PR negou o crime em interrogatório Uma mulher de 28 anos foi incendiada pelo companheiro em Bandeirantes, no Norte do Paraná. Em depoimento à polícia, ela disse que o homem se irritou após ver que ela tinha pintado as unhas de vermelho. A vítima teve queimaduras nos seios, no pescoço e nos dedos. Ela passou por atendimento médico, mas segue bem. O homem foi identificado como Alex José de Araújo. Ele foi preso em flagrante pelos crimes de lesão corporal contra mulher, violência doméstica, sequestro e cárcere privado. No interrogatório, ele negou as acusações. A mesma versão foi apresentada pelo advogado que representa Alex. Em nota enviada ao g1, ele disse que o homem é inocente. Clique aqui para conferir o posicionamento. ✅ Siga o g1 Londrina e região no WhatsApp O caso aconteceu na terça-feira (30). De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher disse que o companheiro chegou em casa por volta das 9h da manhã. Ela relatou que ele não gostou de ver que ela tinha pintado as unhas de vermelho e a agrediu. Em seguida, segundo a vítima, ele pegou acetona — produto inflamável usado para remover esmalte —, jogou no corpo dela e ateou fogo. Depois disso, a mulher disse que foi trancada dentro da casa e ameaçada por Alex, que dizia que colocaria fogo no cabelo dela também. Vítima teve diversas queimaduras pelo corpo. Caso aconteceu em Bandeirantes. Policia Civil (PC-PR) Por volta das 11h, a vítima contou que conseguiu fugir da casa e pediu ajuda. Alex fugiu ao ver que a mulher havia escapado. A Polícia Militar (PM-PR) foi acionada e encontrou o homem na garupa de um moto-táxi em Cornélio Procópio, cidade que fica a cerca de 37 km do local do crime. Ele relatou que estava indo para a casa da irmã. O Ministério Público do Paraná (MP-PR) se manifestou pedindo a prisão preventiva de Alex. No documento, o MP cita que a vítima deu mais detalhes sobre o caso ao prestar depoimento na delegacia. "A vítima também confirmou os fatos descritos, acrescentando que o autuado desferiu ameaças consistentes, em dizer que atearia fogo em seu cabelo, bem como que ela não ficaria com ninguém e que iria matá-la, além de lhe ofender [...]. Por fim, afirma que ele mesmo quem apagou o fogo, dizendo que a amava", consta na manifestação do MP. Segundo o processo, a mulher pediu uma medida protetiva contra Alex e disse que já tinha registrado um boletim de ocorrência contra ele por violência doméstica. Leia também: Mega-Sena: 10 apostas do Paraná acertam a quina e levam prêmios Veja como estão outros municípios: Sem delegacia ou Guarda Municipal, cidade do Paraná está há mais de 13 anos sem um homicídio 'Falaram que iam me matar': Paranaense atravessa fronteira com o Paraguai para encontro pelo Grindr, é sequestrado e tem prejuízo de R$ 100 mil Em depoimento, homem negou as acusações A RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, teve acesso ao depoimento de Alex. Ao ser questionado pelo delegado, ele negou as acusações. Alex alegou que queria se separar da mulher, mas ela não aceitava o fim do relacionamento. Por conta disso, ela teria "armado" para ele e, por isso, ateou fogo em si mesma. "Eu não fiz isso com ela. Ela pegou aquele negócio de tirar esmalte e jogou na blusa. Na verdade, eu socorri ela ainda. [...] Eu vim do Rio Grande do Sul. Ela me trouxe para cá e eu falei que ia embora e que não tava mais querendo ficar com ela. [...] Ela não aceitava o término", disse Alex no depoimento. O que a defesa diz Em nota, o advogado Matheus Vitor Pompeu Santana, que representa Alex, afirmou que o homem. Ele também reforçou que o suspeito estava tentando encerrar o relacionamento. Confira: "Nessa linha de raciocínio, cumpre externar que, o referido Inquérito Policial (IP) ainda não foi integralmente concluído, restando sua conclusão pela Autoridade Policial Titular que ocorrerá em breve com a juntada do respectivo relatório final e desde que, não haja nenhuma diligência essencial requerida pelo Órgão Ministerial (MP-PR) cuja pendência de cumprimento possa afetar a opinio delicti do referido Parquet Estadual (MP-PR), de modo que, após o dito relatório derradeiro ser anexado aos autos, o feito seguirá para apreciação do MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ (MP-PR) que irá analisar se oferece denúncia (acusação formal) em desfavor do senhor investigado ou não e por quais supostas práticas delitivas. De todo modo, a defesa técnica assenta que, confia nos órgãos estatais, confia no trabalho da Autoridade Policial, confia na sabedoria e serenidade do MP-PR, assim como também confia no tirocínio e sempre correta atuação do Poder Judiciário do Estado do Paraná sendo que, o referido indiciado por intermédio de sua douta defesa manifesta que provará sua total inocência no curso da instrução processual – caso haja oferecimento de denúncia pelo MP-PR, visto que, não praticou nenhuma conduta delitiva em desfavor da senhora que se autodenomina como vítima de incêndio corporal e jamais iria cometer qualquer tipo de atrocidade contra uma mulher, não é de seu perfil e também não possui histórico de práticas delitivas contra mulheres. O indiciado assenta ainda que, o seu único objetivo era encerrar o relacionamento amoroso que tinha com a suposta vítima e acabou se vendo/sendo colocado em um cenário de suposta prática delitiva sem que o mesmo efetivamente tenha praticado qualquer conduta criminosa em desfavor da referida senhora, mas que, todavia, acredita na Justiça e que, a verdade será levada à luz muito brevemente. Por fim, a defesa salienta que, irá acionar o TJPR por intermédio de habeas-corpus nas próximas horas para que sua liberdade seja restabelecida que foi ilegalmente cerceada por decisão do Juízo da Vara Criminal da Comarca de Bandeirantes/PR." VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Paraná.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/07/01/homem-e-preso-suspeito-de-atear-fogo-a-companheira-pr.ghtml


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