Curitiba deve ficar sem vice-prefeito pelos próximos dois anos, após eleição de Paulo Martins como deputado federal
05/10/2026
(Foto: Reprodução) Paulo Martins é vice-prefeito de Curitiba e deve deixar cargo em aberto.
Foto: Giuliano Gomes/PR Press
Curitiba deve ficar sem vice-prefeito pelos próximos dois anos, caso Paulo Martins (NOVO) deixe a posição para assumir o cargo de deputado federal. Martins foi eleito à Câmara Federal neste domingo (4) e a posse está prevista para 1º de fevereiro de 2027.
Diferentemente dos cargos do legislativo, quando há a possibilidade de um suplente assumir a cadeira, o cargo de vice-prefeito não prevê substituições no regramento eleitoral. Assim, a capital paranaense deve ficar sem vice-prefeito até as próximas eleições municipais, previstas para acontecer daqui a dois anos, em outubro de 2028.
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"Isso é regido na Lei Orgânica do Município, que segue por aquilo que a gente chama de 'simetria constitucional', a mesma lógica da União. A mesma coisa que aconteceria se o vice-presidente fosse assumir outro cargo, falecesse ou renunciasse", exemplifica Fernando Neisser, Professor de Direito Eleitoral da FGV.
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Como o cargo deve ficar em aberto, no caso de o prefeito Eduardo Pimentel (PSD) precisar se ausentar durante o mandato, seja por motivos de viagem ou doença, por exemplo, quem assumirá interinamente a Prefeitura de Curitiba será o presidente da Câmara Municipal.
Atualmente, o presidente da Câmara Municipal é o vereador Tico Kuzma (PSD). Porém, o mandato da Diretoria da Câmara Municipal é definido a cada dois anos e termina em dezembro de 2026. Assim, para o próximo ano, quando Martins deve deixar a prefeitura, ainda não há a definição de quem poderá ser o substituto temporário de Pimentel.
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Procurada, a assessoria de imprensa da Prefeitura de Curitiba afirmou que não irá se manifestar sobre o assunto neste momento.
Em entrevista por telefone ao g1 nesta terça-feira (6), Paulo Martins afirmou que "vai continuar ajudando o prefeito Eduardo Pimentel" até próximo à data da posse como deputado federal, em 2027. Disse que já havia conversado com Pimentel a respeito da candidatura, que não foi uma surpresa para o prefeito e que ele entendeu e respeitou a decisão de Martins de se lançar como deputado.
Segundo Martins, a escolha por se candidatar ao cargo no legislativo federal veio do desejo de "participar do momento que o Brasil está passando". Ainda, disse que irá trabalhar na Câmara Federal para uma reforma no Judiciário, redução de juros no Brasil, reforma administrativa e fiscal do país.
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